Thursday, October 6, 2016

“Não desço para ir esperá-lo na praia e lhe apertar a mão; mas dou meu silencioso apoio, minha atenção e minha estima a esse desconhecido, a esse nobre animal, a esse homem, a esse correto irmão” (Rueben Braga, “Homem no mar” 84).

Eu acho que essa crônica exibe a problema com julgando as pessoas de uma percepção limitada. O narrador diz que este homem é “irmão correto” mesmo que não sabe nada dele. Ele poderia ser adúltero, mentiroso ou ladrão. Não há evidência nenhuma que este homem é “nobre” ou “correto.”  Isso revela otimismo do narrador que é uma qualidade boa, mas tem que ter cuidado. Eu acredito que a maioria das pessoas são boas, mas santas talvez não sejam. Fazendo o homem do mar parecer um herói é tão perigroso que achando que ele é vilão. Não é possível fazer um julgamento tão simples sem ter mais informação.


O homem do mar pode representar qualquer figura histórica de caráter dúbio. Os Colombos e Napoleãos do mundo foram homens de grandes obras e estudamos eles. Acompanhamos suas viagens e conquistas na sala de aula, mas não realmente sabemos o caráter deles. Alguns dizem que foram heróis enquanto outros os chamam de vilões. A verdade é provavelmente algo entre os dois. Observando de longe não dá para saber, mas mesmo assim todos tem uma opinião. Eu acho melhor reservar o julgamento até o ponto em que sabemos mais.

No comments:

Post a Comment