“Não desço para ir esperá-lo na praia e lhe apertar a mão; mas dou meu
silencioso apoio, minha atenção e minha estima a esse desconhecido, a esse
nobre animal, a esse homem, a esse correto irmão” (Rueben Braga, “Homem
no mar” 84).
Eu
acho que essa crônica exibe a problema com julgando as pessoas de uma percepção
limitada. O narrador diz que este homem é “irmão correto” mesmo que não sabe
nada dele. Ele poderia ser adúltero, mentiroso ou ladrão. Não há evidência
nenhuma que este homem é “nobre” ou “correto.” Isso revela otimismo do narrador que é uma
qualidade boa, mas tem que ter cuidado. Eu acredito que a maioria das pessoas
são boas, mas santas talvez não sejam. Fazendo o homem do mar parecer um herói
é tão perigroso que achando que ele é vilão. Não é possível fazer um julgamento
tão simples sem ter mais informação.
O
homem do mar pode representar qualquer figura histórica de caráter dúbio. Os
Colombos e Napoleãos do mundo foram homens de grandes obras e estudamos eles.
Acompanhamos suas viagens e conquistas na sala de aula, mas não realmente sabemos
o caráter deles. Alguns dizem que foram heróis enquanto outros os chamam de vilões.
A verdade é provavelmente algo entre os dois. Observando de longe não dá para
saber, mas mesmo assim todos tem uma opinião. Eu acho melhor reservar o julgamento
até o ponto em que sabemos mais.
No comments:
Post a Comment